Oficinas de Comunicação e Monitoramento capacitam conselheiros

Comunicar e monitorar são processos importantes nas OSC? Pensando em melhorar a atuação dos conselheiros nessas áreas, o Confoco-BA realizou duas oficinas formativas nesta quinta-feira (05).

Oficina de Comunicação / Foto: Ascom Serin
Oficina de Monitoramento / Foto: Ascom Serin

 

 

 

 

 

 

 

 

Durante todo dia deste 05 de março, o Conselho Estadual de Fomento e Colaboração (Confoco-BA), realizou oficinas para aprimorar a compreensão dos conselheiros sobre a importância da Comunicação e do Monitoramento para o desempenho das suas competências. As Oficinas de Política de Comunicação e de Monitoramento fazem parte das ações do Plano Operativo do Confoco-Ba, biênio 2019/2021.

A formação foi dividida em duas etapas: a primeira, realizada no auditório da Casa Civil, pela manhã, foi a de Política de Comunicação, que é uma das etapas de elaboração coletiva da Política de Comunicação do Confoco-Ba. O coordenador da Comissão de Comunicação, Nilton Lopes, apresentou um diagnóstico da comunicação interna e externa do Confoco, além de enfatizar o Direito à Comunicação como um elemento central para a compreensão da Comunicação, como elementos estratégico de visibilidade e de transparência, enfatizando sua relevância.

Formação foi conduzida pelo coordenador da Comissão Técnica de Comunicação e Informação do Confoco-BA, Nilton Lopes. / Foto: Ascom Serin

Para o coordenador da Comissão Técnica de Comunicação e Informação, que ministrou a oficina, este é um momento histórico, pois coloca a Comunicação como uma ação central na conquista dos objetivos do Confoco-BA e das próprias organizações que fazem parte do conselho. “É uma ação meio histórica até. Isso porque, apesar de termos uma comissão de Comunicação no Confoco, que nasceu junto com o próprio conselho, geralmente a Comunicação não é o centro, não é prioridade dos espaços de controle social e, no Confoco, a gente conseguiu garantir que esse espaço acontecesse, por isso esse momento é tão rico e tão importante, comemorou Nilton Lopes.

Nilton Lopes também destacou o intuito da oficina e o papel dos conselheiros no processo: “a ideia é que consigamos sair daqui com pelo menos as diretrizes de como a gente vai utilizar o Direito à Comunicação, não só as ferramentas, mas o entendimento do Direito à Comunicação para ampliar o debate público sobre o MROSC, sobre as relações de parcerias entre a Sociedade Civil e o Poder Público. Então, acho que os conselheiros saem daqui incentivados a entender a comunicação como um direito e também como peças importantes nesse processo de socialização do tema tratado no Confoco-BA e no cotidiano”, reforçou Lopes.

No período da tarde, os conselheiros tiveram a oficina de Monitoramento, que constitui uma etapa para a construção do Plano de Acompanhamento, Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas de Parcerias, no âmbito do MROSC-BA, realizada na sede da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), no bairro da Graça. A formação foi ministrada pela diretora de Acompanhamento e Monitoramento de Secretária de Planejamento (SEPLAN), Maria Presídio, que acredita que o monitoramento é fundamentalmente a descoberta de problemas, dessa forma, a definição do problema tem que ser uma oportunidade de melhorar.

Oficina foi ministrada pela pela diretora de Acompanhamento e Monitoramento de SEPLAN, Maria Presídio. / Foto: Ascom Serin

De acordo com Maria Presídio, que falou da emoção de estar na CESE, o que ela considera um presente, pois o espaço permite ter contato com energias positivas, todas as suas expectativas foram atendidas com a oficina, pois houve a construção de um trabalho satisfatório e coletivo. “A expectativa foi atendida. Conseguimos refletir juntos. Os conselheiros do Confoco-BA refletiram sobre os problemas que afligem tanto a Administração Pública quanto as Organizações Sociais e, diante dos problemas, a gente parte para identificar quais serão os objetos de monitoramento. Os objetos a serem cuidados, olhados, percebidos, acompanhados pelo Confoco-BA para poder mitigar os efeitos desses problemas”.

Na visão de Maria Helena, coordenadora da CT de Monitoramento, o resultado da oficina foi positivo e necessário. “A capacitação dos (as) conselheiros (as), foi muito importante, além de ser sempre necessário para que possamos cumprir o nosso papel dentro do Confoco-BA com propriedade. Eu acredito que as pessoas presentes saíram do curso diferente de como entraram. É o meu caso [em relação à oficina de comunicação], pois eu tinha visão totalmente diferente em relação à comunicação”, afirma.

Foto: Ascom Serin

A presidente do Confoco-BA, Eliana Rolemberg, considerou a experiência proporcionada pelas duas oficinas como positiva para o desenvolvimento do trabalho do Confoco-BA, além de chamar a atenção para a “importância dos conselheiros e conselheiras representantes dos órgãos públicos se fazerem presentes nessas ocasiões, refletindo junto com as representações da Sociedade Civil”. Na oportunidade, a presidente também destacou o apoio e empenho da Plataforma MROSC e falou do enriquecimento de momentos como esses no enfrentamento de desafios.

“Destaco o empenho da Plataforma MROSC BA, apoiando suas representações no Conselho e o papel ativo da SERIN, viabilizando a participação dos conselheiros e conselheiras inscritos nas duas oficinas realizadas em locais diferentes e distantes um do outro. Essa maneira de trabalhar, para além das plenárias e comissões técnicas, muda o olhar sobre o engajamento de cada membro do Conselho, enriquece sua participação, sua contribuição para o aprofundamento necessário para o enfrentamento dos desafios que se apresentam à implementação efetiva do MROSC na Bahia. Reforço, ainda, o significado desses eventos, revigorando relações e definindo caminhos, apesar do contexto adverso que vivemos em nosso país”. Concluiu a presidente Eliana Rolemberg.

Uma segunda parte da Oficina de Monitoramento já foi agendada pelo Confoco-Ba para o dia 20 de março.