Presidente do Confoco BA participa do IV Seminário do Conselho de BH

O Conselho Estadual de Fomento e Colaboração (Confoco-BA), representado pela presidente Eliana Rolemberg, participou na tarde desta quarta-feira, 14, do IV Seminário Confoco/BH “Olhares Plurais Sobre as parcerias na Cidade”, evento comemorativo dos 3 anos do Confoco-BH, que propôs dialogar com diversos atores acerca da atuação das OSC e da sociedade Civil na cidade.

A presidente do Confoco-BA, Eliana Rolemberg, dividiu a fala durante o painel “O impacto da atuação das OSC e da Sociedade Civil na realidade das cidades” com a assessora do Programa de Cooperação da Delegação da União Europeia no Brasil, Denise Verdade; e com as conselheiras do Confoco-BH, Fernanda Martins e Simone Moreira.

 

 

                                                                                           Imagem divulgação

Eliana Rolemberg considerou muito importante esta discussão no momento atual, de pandemia, vivido no país e em todo mundo. Ela falou da atuação do Confoco-BA e a sua relação com a Sociedade Civil. “É preciso pontuar a importante ação realizada pela Sociedade Civil na articulação dos movimentos e organização de pautas junto à administração pública”.

De acordo com a presidente, “a Constituição garantiu a questão da paridade e, na Bahia, tem sido cumprida desde o processo que culminou na criação do Conselho, por meio do grupos de trabalhos (GT), que elaborou a minuta do Decreto Estadual, que regulamentou a Lei 13.019/2014, cuja implementação conta com participação ativa até hoje no Confoco-BA, onde nós temos vários segmentos da Sociedade Civil representados. Somos de diferentes organizações e temos feito um esforço muito grande de trazer organizações do interior”, reforçou Eliana Rolemberg.

Quanto a olhar para os impacto da atuação das OSC e da Sociedade Civil na realidade estadual e local, a presidente falou das estratégias usadas pelo Confoco-BA que possibilitaram a aproximação com os municípios. A realização de Caravanas Territoriais foi fundamental para aproximar o Confoco-BA aos 27 Território de Identidades, o que permitiu chegar mais facilmente aos municípios e estabelecer uma relação com prefeituras. Também dialogando com gestores municipais, durante o 7º Encontro de Prefeitos, promovido pela União dos Prefeitos da Bahia (UPB), com apoio da Secretaria de Relações Institucionais (SERIN). “A nossa intenção é continuar esse diálogo após as eleições deste anos com as novas prefeitas e novos prefeitos para que a gente possa discutir a importância do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC)”, reforçou.

As organizações sociais e a pandemia – Uma outra questão importante trazida pela presidente do Confoco-BA, Eliana Rolemberg é o trabalho realizado pelas Organizações da Sociedade Civil durante a pandemia de Covid-19, mas ressalta que essas Organizações também têm sido bastante vulnerabilizadas. “Por um lado a pandemia tem reforçado o papel relevante das OSC nas cidades, percebemos o aumento do trabalho voluntário, ao mesmo tempo essas OSC têm sido prejudicadas com a diminuição de recursos, temos pesquisas que atestam isso, o que também mostra a grande capacidade das organizações de se reinventarem. Na Bahia tivemos empenho de algumas Secretarias de Governo e de Organizações da Sociedade Civil que estruturaram apoio durante a situação de emergência. Nossa gestão valoriza este trabalho, mas sabemos que, na luta pela democracia, os setores que já eram desfavorecidos pela grande desigualdade que temos, tiveram acentuada a sua situação de perda de direitos, de dificuldades, nesse contexto, o Confoco-BA tem mostrado a sua solidariedade e seus empenho também para refletir sobre essa situação”.

A presidente fala ainda que mesmo durante a pandemia, o Confoco-BA não parou e continuou com a realização da agenda de reuniões, bem como o diálogo com outros setores da Sociedade Civil e do Poder Público. Reforçou também que o Confoco-BA é um conselho aberto à relação com universidades, parlamentares, técnicos, intelectuais e com quem possa colaborar no avanço do importante trabalho de implementação da Lei 13.019/2014, mas também da própria sustentabilidade das Organizações da Sociedade Civil.